Wird – A Runa do Destino

CapaQuadrada

obrigue-me, se for capaz!

A trama de Wird – A Runa do Destino oscila entre o erótico e o trágico. Lou e Gal vivenciaram, ainda na infância, diferentes níveis de violência doméstica. O reconhecimento de suas dores gera forte empatia entre elas, e essa empatia, por sua vez, cede lugar a desejos que antes não ousariam pensar. À medida que aprofundam a relação, as duas personagens mergulham em um jogo erótico que desenterrará dores há muito enterradas. O sexo pode ser usado como pira funerária para nossos traumas? Somos fortes quando ultrapassamos nossas dores, ou sucumbir a elas é o que nos engrandece?

Histórias de abusos infelizmente ainda são frequentes em nossos dias, e os relatos – quando chegam a acontecer – são menosprezados ou relativizados pela cultura patriarcal. Um dos aspectos mais dolorosos dessa violência, a que milhões de mulheres no mundo todo estão sujeitas diariamente é que, não raro, ela acontece dentro de casa, praticada por um familiar ou alguém muito próximo.

Lou e Gal raramente falam sobre suas dores. Como a maioria das vítimas, seguem o caminho do silêncio. Ambas criam mecanismos para contornar as dores que sentem, e o grau de sucesso com que conseguem sobreviver a esses traumas é diferente para cada uma delas. Sendo mais estável e vítima de uma violência que ela mesma define como “menor”, Gal possui o impulso de ajudar Lou a sair de seus abismos, mas tropeçará em suas próprias dores. Agora elas estão mais perto da queda definitiva do que da salvação.

Afinal, é possível seguir adiante com dores tão mostruosas escondidas num quarto escuro de nossa alma? Existem violências “menores” do que outras? O terror psicológico é tão importante quanto o abuso físico? Até onde as vivências da primeira infância influenciam a personalidade de um adulto?

A história de Lou e Gal é uma experiência investigativa dentro dessas questões. E não se espante, leitora, se no curso dessa narrativa você descobrir que todas nós somos, em maior ou menor grau, vítimas de violências semelhantes.

Ainda não assina o Wonderclub? 😮 Leia a prévia de Wird, A Runa do Destino (repare como a leitura na plataforma é agradável!) e depois veja o artigo que escrevi a respeito dessa maravilhosa (e baratérrima!) plataforma de literatura lésbica.

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Um comentário sobre “Wird – A Runa do Destino

  1. Pingback: sobre narrativa fragmentada de Wird | Điana Řocco

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