5 razões pelas quais você deve escrever um livro

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília mostra que o perfil do escritor brasileiro é o mesmo há 50 anos: homens (72,7%) brancos (93,9%) com diploma superior (78,8%) que moram no Rio de Janeiro ou em São Paulo (47,3% e 21,2%, respectivamente). Ou, pelo menos, são esses os que nossas grandes editoras insistem em publicar. Então, se você não se enquadra dentro desse perfil, isso já é um motivo para escrever. Mas vamos mais fundo na questão. Afinal, por que você deve escrever – e publicar! – um livro?

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1) Diversidade

Precisamos de novas vozes na literatura. Precisamos de histórias, vivências e personagens que ampliem nosso conhecimento e nossas experiências. Literatura é, antes de mais nada, diálogo, e estamos há tempo demais dialogando com as mesmas pessoas. Novas vozes implicam em novos pontos de vistas, novos argumentos e, principalmente, novas vivências compartilhadas. Se você não é homem, branco, hetero e com nível universitário, venha nos contar suas histórias: queremos ouvir o que você tem a dizer.

2) Representatividade

Pense comigo: não seria bacana pegar um romance e encontrar um personagem que se parecesse com você, que vivesse coisas semelhantes às suas vivências pessoais? Isso se chama representatividade, e é muito importante no processo de formação e aceitação de qualquer pessoa. Contudo, se você não está dentro do perfil do escritor brasileiro, então é provável que essa experiência de se reconhecer em um personagem lhe seja rara. A pesquisa da UnB mostra que  os personagens dos romances são, em sua maioria, homens (62,1%) e heterossexuais (81%). Precisamos de gente que escreva sobre mulheres, pobres, gays, negros, lésbicas, mães solo, bissexuais, cadeirantes, indigenas, transexuais, neurodivergentes e tudo o mais que há na imensa fauna humana. E quem melhor do que você, que foge ao padrão do escritor brasileiro, para nos trazer esses personagens maravilhosos e tão necessários à nossa literatura?

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3) Visão de Mundo

Cada ser humano é único, possui vivências únicas e uma visão de mundo absolutamente particular. Escrever é compartilhar sua visão de mundo, dialogar com outras visões pessoais e, nesse diálogo, ampliar o seu mundo interior e o do outro. Por isso é tão importante termos uma pluralidade de escritores: para termos diversos discursos, diversas visões de mundo. Sem isso não há real crescimento cultural. Sem esse diálogo, o que há é imposição de uma cultura dominante. Já tivemos disso por tempo demais, está na hora de revolucionar. Então escreva, faça história, seja revolucionário!

4) Autoconhecimento

Mas nem só de diálogo com o outro vive o ser humano. Antes de estar apto ao relacionamento interpessoal, é preciso se conhecer. Contudo, já vai longe o tempo em que havia silêncio e espaço para a conversa íntima de eu-comigo-mesmo. O progresso não apenas dificultou como, em certa medida, ridicularizou o diálogo interno. No Brasil, ser introvertido é praticamente crime, e isso não é de hoje. Mas no século XXI, a era das redes sociais, ficou ainda pior. Somos convocados a dar palpites na vida alheia e tomar partido em todos os acontecimentos mundiais, mas não nos perdoam se gastamos alguns minutos ouvindo os próprios pensamentos. Só que, sem saber quem você é, como saber onde você quer chegar? Como saber o que lhe dá prazer, o que lhe traz alegria? A sociedade nos cobra uma aparência de felicidade-vinte-e-quatro-horas, mas nos impede de ter contato com nosso eu interior, única maneira de ter felicidade real. Pois bem: para escrever, é necessário voltar-se para dentro. A luta com as palavras é, na verdade, o embate para descobrir o que sua alma quer dizer. E quando você encontrar, terá pronta sua mensagem para o mundo. E é essa a mensagem que as outras pessoas querem ler, pois é através dela que encontrarão um caminho para sua própria individualidade. O autoconhecimento é o caminho para a felicidade nossa e das pessoas que nos rodeiam.

5) Nunca foi tão fácil

“Nunca antes na história deste país”, aliás, na história do mundo, os meios de comunicação estiveram tão democráticos e acessíveis. Publicar um livro, hoje, está ao alcance de qualquer pessoa a custo baixo. No meu próximo post falarei com mais calma sobre plataformas de autopublicação, mas a verdade é que agora só depende de você. Não é necessário cair nas graças de um editor  (o que, aliás, não iria acontecer, se você não é homem branco com nível superior e morando no eixo Rio-São Paulo, certo?). Não é preciso o famoso Q.I. para indicar seu trabalho. Basta colocar mãos à obra, ter cuidados com a qualidade do que faz, então publicar e divulgar. Você vai ficar rico? Provavelmente não. Famoso? Nope. Então por que fazer isso? Minha resposta é: para mudar o mundo. Está bom pra você? 😉

TellAStoryChangeTheWorld

Cilque aqui e conheça a pesquisa que originou esse post.

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